Desnorteado me encontro na fonte central de uma cidade, não
sei qual, mas me é familiar, ela já esta seca e suja, não há mais água já faz
algum tempo, a única coisa que sai dela é um liquido negro e de aparência
gosmenta e que fede a sangue e enxofre, mas mesmo assim as pessoas bebem desse
liquido fétido e de textura asquerosa. Olho para os lados procurando por meu
Deus, não o vejo em lugar nenhum, saio para descobrir onde estou e vejo um
idoso derrubar suas compras, como um novo homem que eu era tentei ajuda-lo porem ele me acusa de roubar suas frutas, e
para minha surpresa eu conhecia aquele dialeto, era da cidade inimiga da que eu
vivera, não suficientemente eu ser acusado injustamente, se forma uma multidão
ao meu redor para me linchar. Corro como nunca tinha corrido antes, consigo
fugir da multidão me escondendo no esgoto daquela cidade. Cidade desprezível
nem sei por que estou nela.
A cidade de Hupnuoir era um lugar repugnante, pois não
bastassem ser uma civilização completamente deturpada por sua religião que
adorava os mortos, os sacerdotes sacrificavam suas crianças e virgens depois de
um ritual em que molestavam e forçavam-nas a terem relações com seus
deuses/demônios. E eu estou nessa cidade, nosso povo era inimigo deles por
causa desses rituais macabros e desumanos. Não faço questão de ajudar eles.
Começo a me preocupar, pois estou num lugar em que me odeiam
e querem me matar, estou só e sem armas e nem sei o motivo de tudo isso, decido
fugir, mas enquanto procuro uma saída daquele esgoto encontro alguém que não
esperava, ainda mais numa situação de fuga, o meu Deus. Ele fala como apenas
Ele consegue falar, me confrontar e mesmo assim me sentir melhor. Depois desse
momento exortação descubro o motivo de eu estar neste buraco/fim de mundo, tudo
que eu tenho que fazer é alistar mais pessoas para o nosso exercito. Não
consigo entender a lógica d’Ele, mas tudo bem.
Saio do esgoto e para minha sorte a multidão já se dissipou,
comoço a andar pela cidade e vejo três antigos colegas de guerra, de quando eu ainda
era vivo. Como seria natural vou saudar eles, porem acontece algo que me fez
parar, eles estão agredindo o ancião que me acusou de roubar suas frutas, como
homem que sou, senti prazer naquela cena, porem me lembro dos ensinamentos do
meu Mestre, e sobre a minha justiça que era torpe e enganosa, lembro sobre a
minha verdadeira luta e sobre o que eu tinha que fazer naquela cidade. Neste
momento entro em conflito comigo mesmo. Deveria ajudar quem? O acusador e meu
inimigo, ou os antigos colegas que eram de índole má, porem eram meus amigos? A
resposta era clara, mas não era a que eu queria.
Bato em disparada na direção daquela cena horrenda, puxo a
espada da bainha do que estava segurando o velho, dou um giro e corto a cabeça
do que socava o homem, o terceiro me segura e começam a me bater, maldição
porque fui me meter, subitamente sou tomado por uma força descomunal me livro
dos dois e quando estou me preparando para lutar novamente, eles vem correndo
na minha direção, porem aquele velhaco se põe entre nós três e começa a sofrer
algo como uma metamorfose, ele se transforma no meu Deus, como eu não descobri
antes? Ele abre o chão diante deles, e finalmente a luta acaba com a terra
engolindo eles vivos.
Sem entender nada do que estava acontecendo Ele me explica
tudo, não era para eu procurar um novo guerreiro, mas encontrar o que havia em
mim, era para eu ver que se necessário era para morrer por qualquer pessoa,
gostando dela ou não, que era preciso ser um lutador alem das fronteiras e
diferenças, aquele povo não era mal, mas sim cegos, pois ninguém nunca havia
mostrado ou falado do Deus verdadeiro para eles, e por isso os demônios se
apossaram daquele lugar, e que cada pessoa estava sendo cada vez mais segada e
encantada cada vez que bebia da água que saia das fontes, água retirada dos
sacrifícios. Era um teste e eu tinha passado apenas porque fui ajudado, mas nas
próximas vezes os testes seriam mais difíceis.
A luta verdadeira não tinha começado, ainda, mas era bom eu
já estar preparado!
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